A missão Eddington era o nome de uma missão espacial que iria ser desenvolvida pela Agência Espacial Européia (ESA), com lançamento previsto para 2008, mas que acabou sendo cancelada. Tal como a missão CoRoT, consistia em um satélite contendo uma câmera conectada a um telescópio destinada ao estudo da evolução e da estrutura interna das estrelas através da sismologia estelar (asterosismologia) e à procura de exoplanetas através da observação de trânsitos planetários.
O projeto previa que o satélite seria munido de quatro telescópios refletores (do tipo Schmidt), com espelhos primários de 60 cm, cada um conectado a uma câmera contnedo um detector CCD. Cada telescópio cobriria um campo de 6°x6° do céu e a câmera CCD faria a fotometria de estrelas alvo dentro do campo.
Os primeiros dois anos seriam dedicados ao programa de asterosismologia. Cada um dos quatro telescópios observaria 50 mil estrelas dentro de seu campo de visão, durante intervalos de um a três meses, suficientes para a detecção de frequências de oscilação estelar com uma precisão de 0.1 a 0.3 uHz.
Durante os três anos seguintes, a missão também iria observar continuamente, cerca de 100 mil estrela dentro de um único campo. Os instrumentos da missão Eddington seriam suficientemente sensíveis para detectar trânsitos planetários de pequenos planetas terrestres com períodos orbitais de até um ano.
. Pela primeira vez em sua história, a ESA cancelara uma missão espacial.